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O que é SQL?
Pra começar você precisa saber que SQL não é um banco de dados; SQL é um idioma (entre especialistas costumamos substituir o termo “idioma” por “linguagem”). A sigla SQL significa Structured Query Language; em português: linguagem de consulta estruturada. Destaquei o “consulta” porque o foco dela é justamente isso: consultar!
Os bancos de dados (ou gerenciadores de bancos de dados) nasceram antes da linguagem SQL e cada qual tinha sua própria linguagem de consulta. Logo os usuários e fabricantes notaram que essa torre de babel não era interessante e optaram pela criação de um único idioma para consultar bancos de dados relacionais (em outra oportunidade falaremos sobre os bancos dimensionais). O órgão American National Standards Institute (ANSI) ficou responsável pela padronização desta linguagem e de tempos em tempos realiza encontros entre fabricantes para discutir a linguagem SQL e propor melhorias; no entanto esta padronização não impede que cada fabricante personalize a linguagem SQL para atender suas necessidades, e é aí que surgem os dialetos. Por exemplo, o “dialeto” do gerenciador de banco de dados Oracle é o PL/SQL; o do SQL Server é o T-SQL (transact SQL) e etc.
Agora é importante que você não confunda a linguagem SQL com gerenciadores de banco de dados! Isso é um erro muito comum!
Por exemplo, o gerenciador de banco de dados Microsoft SQL Server (como o nome já diz), é um programa que gerencia bancos de dados. A arquitetura dos sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBDs) é definida de forma que os dados possam estar sempre consistentes e que sejam recuperados da forma mais rápida possível! Digamos que estes são itens de série de qualquer SGBD. Para tornar os gerenciadores de bancos de dados ainda mais atraentes, os fabricantes adicionam outras inúmeras funcionalidades para facilitar o trabalho dos DBAs, aumentar a segurança, a disponibilidade e etc.
Hoje existem diversos gerenciadores de
bancos de dados disponíveis no mercado, como o Oracle, o Microsoft SQL Server, o PostgreSQL, entre outros. Todos utilizam a linguagem SQL para consultar dados.
A grande dúvida que paira na cabeça de alguns profissionais de TI é: qual o melhor banco de dados? SQL Server? Oracle?! DB2?
O que eu digo é o seguinte: o melhor gerenciador de banco de dados é aquele que atende adequadamente o seu negócio. É como comprar um carro: você compraria uma Ferrari para fazer rally?! Compraria um Fusca para fazer uma longa viagem pelo Brasil?
Conclusão
SQL é uma linguagem de consulta a bancos de dados relacionais. No mercado atual existem inúmeros sistemas gerenciadores de bancos de dados relacionais (comumente chamados apenas pela sigla SGBD); podemos citar como exemplo o Oracle, Microsoft SQL Server, DB2, etc. Estes gerenciadores de bancos de dados utilizam a linguagem SQL para consultar os dados; porém, adicionam à esta linguagem soluções para atender suas particularidades e aí nascem dialetos como o PL/SQL, PL/pgSQL e o T-SQL.
Nos próximos posts falaremos mais sobre a linguagem SQL e os gerenciadores de bancos de dados.
Para conhecer mais detalhes sobre a linguagem SQL, dê uma olhada nesse post e fique familiarizado com outras siglas populares no mundo SQL como: DDL e DML!
Até +
DML, DDL?!? O que é isso?
A linguagem SQL é composta por inúmeros comandos, os quais são agrupados da seguinte maneira:
- Comandos que definem dados;
- Comandos que manipulam dados;
- Comandos de controle de dados.
Algumas literaturas adicionam outras subdivisões, mas neste post vamos nos ater somente as citadas acima.
- DDL
Quando você cria um banco de dados, ele inicialmente está “vazio”; antes de começar a consultar e alterar dados é preciso definir onde e como as informações serão gravadas dentro do novo banco; então você cria diversas tabelas explicitando o tipo de dados de cada campo, as chaves estrangeiras, os índices, as regras e etc. Estes comandos de criação e alteração de estrutura são os comandos de DEFINIÇÃO dos dados, pois definem como os dados serão armazenados; em inglês são chamados de: Data Definition Language (DDL). Logo, quando falamos em comandos do tipo DDL estamos falando de comandos do tipo: CREATE, ALTER ou DROP; comandos que criam, alteram ou excluem objetos como tabelas, procedures, índices, relacionamentos e etc.
Exemplos de comandos DDL:
-- Cria uma tabela CREATE TABLE Pessoa( codigoPessoa char(11), nomePessoa varchar(50)); -- Altera tabela ALTER TABLE Pessoa ADD numeroTelefone varchar(11); -- Exclui tabela DROP TABLE Pessoa;
- DML
Depois que você criou suas tabelas, definiu relacionamentos, índices e etc., é hora de manipular seus dados; os comandos SQL que MANIPULAM dados são os populares SELECT, INSERT, UPDATE e DELETE. Em inglês esses comandos são chamados de Data Manipulation Language o que explica a abreviação DML.
Em algumas literaturas o comando SELECT não é considerado um comando de manipulação de dados, sendo enquadrado numa outra categoria: DQL, Data Query Language, em português: Linguagem de consulta.
Exemplos de comandos DML:
-- Seleciona dados SELECT nome+' '+sobrenome FROM Pessoa; -- Altera dados UPDATE Pessoa SET codigoPessoa = '35649869711'; -- Exclui dados DELETE Pessoa;
- DCL
Com o banco de dados pronto e rodando é importante definir quem poderá acessá-lo, enfim, precisamos definir a segurança do seu banco. Em inglês, os comandos responsáveis pelo controle dos dados são chamados de Data Control Language (DCL). Os comandos GRANT e REVOKE fazem parte deste grupo.
-- Permissão de seleção na tabela Pessoa para a usuária Maria GRANT SELECT ON Pessoa TO Maria; -- Permissão de seleção e inserção na tabela Pessoa para o usuário Alberto GRANT SELECT, INSERT ON Pessoa TO Alberto; -- Negando alterações na tabela Pessoa para usuários do grupo GRP_RH DENY INSERT, UPDATE, DELETE ON Pessoa TO GRP_RH;
- CONCLUSÃO
A linguagem SQL é constituída de diferentes tipos de comandos e estes comandos são agrupados em três categorias principais, sendo: comandos DDL as instruções que definem estruturas de armazenamento dos dados; DML os comandos que manipulam os dados e DCL os comandos que controlam o acesso aos dados.
Durante as atividades do dia-a-dia você utilizará com mais freqüência os comandos do tipo DDL e DML.
Até +
T-SQL – Mesclando dados
O SQL Server 2008 trouxe para o T-SQL um comando brilhante que realmente facilita a vida de muita gente; o comando em questão é o MERGE. A idéia deste comando é mesclar dados, logo você pode comparar duas tabelas e utilizar o comando MERGE para sincronizá-las.
Vamos a um exemplo simples:
Primeiro criamos duas tabelas com estrutura idêntica. A chave primária destas tabelas é o campo CPF:
create table Tabela1 ( Nome varchar(50), Idade int, CPF char(11) primary key); create table Tabela2 ( Nome varchar(50), Idade int, CPF char(11) primary key);
Agora inserimos dados nas tabelas. Observe que os dados estão diferentes, alguns tem diferença no nome, outros registros estão sobrando ou faltando em ambas tabelas:
insert into Tabela1 values
('Silas Mendes' , 29, '08148338716'),
('Maria José' , 49, '55978913269'),
('Pedro Ribeiro', 53, '05899714732'),
('Joana Silva' , 18, '74105689623');
insert into Tabela2 values
('SILAS Mendes' , 29, '08148338716'),
('Maria Jose' , 49, '55978913269'),
('Pedro Ribeiro Souza', 53, '05899714732'),
('Carlos Mania' , 19, '12345678999');
Agora precisamos sincronizar as tabelas, vamos analisar passo-a-passo a construção do comando MERGE (o comando completo está disponível no fim do texto) .
A tabela de destino (target) é a tabela2; a tabela de origem (source) é a tabela1. A chave primária das tabelas será utilizada na comparação:
merge into tabela2 as target using (select nome, idade, cpf from tabela1) as source (nome, idade, cpf) on (target.cpf = source.cpf)
Quando os números dos CPFs forem encontrados em ambas tabelas então atualizamos os dados na tabela alvo (target):
when matched then update set target.nome = source.nome, target.idade = source.idade, target.cpf = source.cpf
Quando os números dos CPFs não forem encontrados na tabela de destino, então inserimos os dados da tabela de origem:
when not matched by target then insert (nome, idade, cpf) values (nome, idade, cpf)
E finalmente, quando existirem números de CPFs no destino que não existem na origem, apagamos os registros que sobram:
when not matched by source then delete;
Veja o código completo do comando MERGE:
merge into tabela2 as target using (select nome, idade, cpf from tabela1) as source (nome, idade, cpf) on (target.cpf = source.cpf) -- Atualiza registros diferentes when matched then update set target.nome = source.nome, target.idade = source.idade, target.cpf = source.cpf -- Insere registros que não existem no destino when not matched by target then insert (nome, idade, cpf) values (nome, idade, cpf) -- Se existir no destino e não existir na origem é apagado when not matched by source then delete;
Por fim realizamos o SELECT nas duas tabelas para verificar o resultado após a sincronização:
select * from Tabela1; select * from Tabela2;
Desafio T-SQL – CHAR X VARCHAR
Hoje a tarde meu amigo Adilson Pereira me mandou um desafio bem interessante, vou postar aqui exatamente do modo como ele propôs:
Observem a diferença que dá no resultado de um comando usando o CHAR e o VARCHAR:
declare @data datetime
set @data = '20100310 05:05:05'
SELECT
RIGHT('0' + CONVERT( CHAR(2), DATEPART(mi, @data)), 2) as 'CHAR',
RIGHT('0' + CONVERT(VARCHAR(2), DATEPART(mi, @data)), 2) as 'VARCHAR'
A solução é interessante :)
E você? Tem um palpite do porque?
Colocando um script em espera
Uma dica rápida antes do feriadão:
Como agendar um script ou executá-lo de forma recorrente sem utilizar o SQL Agent?
O SQL possui um comando de controle de fluxo que pode nos auxiliar nessas tarefas: WAITFOR.
Como utilizá-lo?
Digamos que você queira monitorar o crescimento dos logs a cada 5 minutos. Nesse caso podemos utilizar o WAITFOR DELAY junto com uma estrutura de repetição como o while. Veja o exemplo:
declare @i int
set @i = 1
while @i < 12
begin
– coleta informação sobre espaço utilizado pelo log
dbcc sqlperf(logspace)
– aguarda 05 minutos para continuar
waitfor delay ’00:05:00′
set @i = @i + 1
end
Agora imagine um cenário onde você precise “agendar” a execução de um script para as 22h. Veja o exemplo:
– espera até às 22h
waitfor time ’22:00:00′
GO
dbcc sqlperf(logspace)
GO
select getdate() horaExecucao
É importante salientar que este comando não substitui o SQL Agent! Ele normalmente é utilizado em situações pontuais. Por exemplo, para o DBA às vezes é interessante monitorar durante alguns minutos a situação dos locks e para isso não é necessário criar um job e agendá-lo no SQL Agent, é mais simples utilizar o WAITFOR DELAY. Além disso você pode acompanhar o resultado das execuções diretamente no Management Studio, Query Analyser, sqlcmd, etc.
O comando é interessante, mas não veja nele uma forma de implementar uma nova política de backup, ok?
Bom feriadão!

