nasNuvens

Seu banco de dados na nuvem! O que mudou?

No último post falamos um pouco sobre “nuvem”, de um ponto de vista mais genérico. Hoje vamos “falar” um pouco sobre o SQL Azure; um SQL Server apto a gerenciar seu banco de dados na nuvem.

A idéia do SQL Azure parte do mesmo princípio de outras soluções na nuvem: você paga pelo que usa, tem alta disponibilidade desde planos mais básicos e reduz (ao menos teoricamente) custos com gerenciamento… mas tudo isso já foi abordado no post anterior, portanto, aqui focaremos nas principais características do SQL Azure e suas diferenças comparadas à versão stand-alone que instalamos em nossos servidores.

Transparência

Em primeiro lugar, é preciso entender que como as demais soluções na nuvem, a administração do SQL Azure é muito transparente para o usuário. Se hoje, você DBA se preocupa com  as questões físicas da sua instância, como a localização dos seus datafiles, tamanho dos arquivos de log, rotinas de backup, recovery model, atualização de service packs, etc… esqueça. Tudo isso é abstraído no SQL Azure.

Comandos como xp_cmdshell, backup database, restore database não são suportados pelo SQL Azure.

Bases de dados diferentes

Uma mudança significante que pode afetar a forma como trabalhamos com o SQL Server é que no SQL Azure  não podemos realizar operações entre bases de dados diferentes da forma como fazemos nas versões instaladas em nossos servidores; isso se aplica desde consultas, até cenários de replicação, database snapshot, mirroring e etc.

Bancos de sistemas

Outra coisa que você sentirá falta: o SQL Azure não expõe todas as bases de dados de sistema (model, tempdb, etc). A única exposta é a master, mas ela não tem exatamente o mesmo papel da master nas versões stand-alone e mesmo sendo o administrador da instância, não é possível criar objetos na master do SQL Azure.

Segurança

Na segurança, justamente por seu banco de dados estar na nuvem, não existe a opção de Windows Authentication; aqui você utilizará somente o SQL Server authentication.

Outras opções de segurança foram adicionadas para você administrar seu ambiente na nuvem. Você poderá, por exemplo, definir uma faixa de IPs que terão permissão para acessar sua instância.

Para o gerenciamento de logins utilizamos o Azure Management Portal. No Management Studio não temos mais interface para esta finalidade (mas ainda podemos mante-los via script).

Desenvolvimento

Para o desenvolvedor T-SQL não existem mudanças drásticas. Stored procedures, triggers, funções, transações, índices e etc são plenamente suportados.

Uma das principais mudanças é que nesta edição não é possível criar tabela temporária global. Consultas distribuídas, CLR, service broker também não são suportados.

Para ver uma lista completa do que não é suportado, consulte este link.

Armazenamento

Atualmente o SQL Azure em sua ediçao Web Edition permite armazenarmos até 5 GB; na ediçao Business o limite de armazenamento chega a 150 GB (percebemos aqui uma certa limitaçao que pode inviabilizar algumas soluçoes, mas certamente esta é uma limitaçao temporária).

Resumindo…

Pensar num SQL Server onde não temos sequer a opção de fazer backup parece assustador; mas é preciso compreender que este é o ponto focal do Azure: abstrair os pontos de administração!

Vimos aqui algumas das principais diferenças entre o SQL Azure e o SQL Server que instalamos em nossos servidores locais (stand-alone).

Nos próximos posts darei dicas de como começar a utilizar o SQL Azure e sobre como planejar a migraçao do seu banco de dados para a nuvem.

Por enquanto continuamos aqui, com a cabeça nas nuvens e os pés no chão ;)

Silas Mendes

Premium Field Engineer, amante de tecnologia, músico nas horas vagas, marido e pai full time :) Silas Mendes é formado em banco de dados pelo IBTA e possui certificações MCT, MCP, MCTS e MCITP em SQL Server. silas@dbabrainstorm.com

5 thoughts on “Seu banco de dados na nuvem! O que mudou?

  1. Grande Silas, saudações.

    Achei bem interessante o Post que fez, pois abordou com clareza o tema.
    Em relação a parte administrativa da infraestrutura ser abstraida, torna cada vez mais atraente as empresas o uso da nuvem.

    Assim que puder, faça um post sobre o uso de banda, performance nas aplições na nuvem, acredito que seja um tema interessante.

    Forte abraço

  2. Ponto de vista, no quesito tecnico,mas o conceito de nuvem esta alem de um dba. A maneira de trabalhar do dba que ira mudar. O analista de negocios os analistas funcionais serão a peça fundamental para o uso da nuvem em certos segmentos. Do ponto de vista tecnico, alguns seriços como o WCF ja atende e fazem parte de nivel de segurança, para base de dados, e temos outros. Tudo desenvolvido via codigo, diferente de hoje, quem tem dinheiro carrega de cisco seus niveis de segurança que se garante, só neste quesito a uma grande economia.

Deixe uma resposta