Configurar instância SQL via script

Existem diferentes formas de configurar uma instância SQL Server, uma delas é através da procedure sp_configure. O interessante de utilizar a sp_configure é que o DBA não fica dependente da utilização de uma interface gráfica.

Ao executar a sp_configure sem parâmetros, são exibidas as configurações atuais da instância. Cada registro representa uma configuração e no campo run_value é possível visualizar o valor atual de cada configuração.

01_sp_configure

Num cenário padrão ao executar a sp_configure o resultado só exibe algumas das inúmeras opções de configuração; isso porque por padrão o SQL Server oculta opções avançadas. Para exibir todas as opções você deve executar:

USE master
GO
EXEC sp_configure 'show advanced option', '1';
GO
RECONFIGURE;
Veja que no comando acima é possível ter uma idéia da sintaxe desta procedure. A idéia básica é a seguinte:
EXEC sp_configure ‘nome da configuração’, ‘novo valor da configuração’

Uma das configurações que podemos alterar utilizando a sp_configure é o limite de memória utilizada pelo SQL Server, vamos exemplificar a alteração desta configuração:

Atualmente minha instância está configurada para utilizar no máximo 500 MB de memória. Ao executar o comando sp_configure é possivel verificar que a opção max server memory (MB) está com o valor 500 nos campos config_value e run_value.

02_sp_configure

Para alterar a quantidade máxima de memória que a minha instância poderá utilizar executo o seguinte comando:

EXEC sp_configure 'max server memory (MB)', '300';

No comando acima configurei o máximo de memória disponível para a instância para 300 MB, no entanto se executarmos a sp_configure verificaremos que a opção run_value ainda continua com 500. Para efetivar a alteração preciso executar o comando RECONFIGURE; assim a alteração entrará em vigor.

RECONFIGURE

Figura 1 – Monitorando o contador Target Server Memory durante execução do RECONFIGURE.

É importante salientar que apesar do comando RECONFIGURE ser obrigatório, nem todas as configurações são efetivadas somente com a execução do RECONFIGURE, para estas opções a efetivação só ocorre com a reinicialização do serviço do SQL Server. Para verificar quais são estas opções basta consultar a tabela sys.configurations (disponível no SQL Server 2005/2008). As configurações que tiverem o campo is_dynamic igual a 0 (zero) só entrarão em vigor quando o serviço do SQL Server for reiniciado. Note que se o comando RECONFIGURE não for executado, mesmo que a instância seja reiniciada a nova configuração não entrará em vigor.

Outras configurações possíveis através da sp_configure: habilitar a procedure xp_cmdshell,  procedures do Database Mail,  código gerenciado (CLR), configurar o número de processadores utilizados pela instância (paralelismo), configurar memória extendida (AWE), etc.

  • RECONFIGURE ou RECONFIGURE WITH OVERRIDE?

Se ao alterar uma configuração o DBA definir um valor que foge às recomendações do SQL Server, ao executar a opção RECONFIGURE o SQL Server irá rejeitar a alteração e notificar o usuário. Por exemplo, na versão 2000 era possível realizar alterações nas tabelas de sistema do SQL Server (isso mudou um pouco nas versões 2005 e 2008), para isso bastava executar o comando:

EXEC sp_configure 'allow updates', '1'

No entanto, por razões óbvias esta não é uma prática recomendada, então nessas situações, ao executar somente o RECONFIGURE, o SQL Server exibia a seguinte mensagem:

Configuration option ‘allow updates’ changed from 1 to 1. Run the RECONFIGURE statement to install.

Msg 5808, Level 16, State 1, Line 1

Ad hoc updates to system catalogs not recommended. Use the RECONFIGURE WITH OVERRIDE statement to force this configuration.

Logo o DBA só poderia concretizar essa operação se utilizasse o RECONFIGURE WITH OVERRIDE, ou seja, esta é a forma do SQL Server se proteger contra ações indevidas e dizer ao DBA:  “amigo, isso é por sua conta e risco”. Portanto, o WITH OVERRIDE é uma opção a ser evitada e só é recomendada em situações pontuais.

  • Conclusão

Conhecer as diferentes formas de configurar uma instância SQL Server dá ao DBA maior liberdade no momento de realizar estas tarefas, neste caso, além das ferramentas gráficas o DBA também poderá utilizar a sp_configure no SQLCMD, OSQL ou agendar alterações de configurações através de jobs e etc.

Para ter acesso a todas as opções de configurações disponíveis na sp_configure, consulte a tabela sys.configurations ou acesse o Books Online.

Bom trabalho, bons estudos.

Base de dados virtual

Hoje cedo recebi um e-mail da SQL Server Magazine, com a seguinte propaganda:

SQL Virtual Database: It’s As Easy As 1, 2, 3.

O anúncio chamou atenção e resolvi dar uma verificada.

Imagine o seguinte cenário: você tem um backup de uma base de dados SQL Server e precisa restaurá-lo pra trabalhar em cima dele. O backup tem aproximadamente 180 GB e você vai precisar de algumas horas pra restaurá-lo.

Imagine agora que você tenha uma forma de “restaurar” esse backup em 10 minutos e trabalhar em cima dele normalmente, como qualquer outra base de dados do SQL Server, executando consultas, procedures, realizando updates, etc. Essa é a idéia da ferramenta SQL Virtual Database desenvolvida pela Idera.

Algumas pessoas poderão dizer, “ah, mas o SQL Server já tem o Database Snapshot”. Sim, a idéia é parecida, mas o Database Snapshot só pode ser gerado na mesma instância da base de origem e só está disponível a partir do SQL Server 2005 em edições Enterprise. O SQL Virtual Database gera uma base de dados virtual em qualquer instância (inclusive SQL Server 2000) a partir de um arquivo de backup.

Achei a idéia inicial muito boa (o programa está na versão beta) e de certa forma fiquei impressionado com os 9 minutos que esperei para ter uma base virtual, baseada num backup de 180 GB, que estava em outra estação da rede. Particularmente achei uma saída muito interessante pra ambientes de desenvolvimento e homologação.

Vou testá-la repetidamente durante os próximos 14 dias (que é o período do Trial) e se tiver mais considerações posto aqui.

Abaixo algumas telas da ferramenta:

Tela de instalação

1. Tela de instalação

Attach do backup

2. Attach do backup na instância MENDES\SQL05

Base de dados anexada à instância

3. Base virtual anexada à instância

Link para download.

Bom trabalho!


SQL Server via prompt de comando?

Em minha experiência pessoal já vivi uma situação onde durante a atualização do principal sistema da empresa, nosso contato no datacenter reclamou dizendo que não conseguia abrir o Management Studio para executar nossos scripts.

A solução mais rápida? Enviei para o datacenter o procedimento de execução dos scripts via SQLCMD.

Mas o que é isso?

O SQLCMD é uma ferramenta que você utiliza para acessar instâncias SQL Server via prompt de comando (vulgo DOS). Não existem segredos, uma vez conectado, através de scripts você pode fazer tudo o que faria utilizando o Query Analyser ou o Management Studio. Apesar de ser uma excelente ferramenta, o SQLCMD tem suas limitações “gráficas”, no entanto em alguns cenários é a ferramenta ideal!

Os exemplos que vou apresentar foram executados na minha estação de trabalho. Nela tenho instalado um SQL Server 2005. Minha instância é uma instância nomeada e é identificada como SQL05.

Pra começar a conversa vamos ao prompt de comando (menu Iniciar > Executar > cmd).

No prompt de comando, para conectar no meu SQL local (localhost), utilizando o SQLCMD, devo digitar o seguinte comando:

sqlcmd –E  –S  LOCALHOST\SQL05

No comando acima estou conectando no SQL Server utilizando a autenticação Windows (-E) na instância SQL05 (-S), mas se for necessário conectar utilizando a autenticação do SQL Server, ficaria assim:

sqlcmd  –U SA –P senhateste –S  LOCALHOST\SQL05

No exemplo acima, estou conectando no SQL utilizando o login SA  do SQL Server (-U) com a senha  senhateste (-P).

Se a conexão for realizada com sucesso o prompt do SQLCMD ficará similar à imagem abaixo:

01sqlcmd

Se o seu SQL Server foi instalado como uma instância padrão a conexão é ainda mais simples, pois você não precisa especificar o nome da instância. No exemplo abaixo estamos conectando numa instância padrão do SQL Server, utilizando autenticação Windows.

sqlcmd –E

Uma vez conectado, para sair do SQLCMD podemos utilizar os clássicos EXIT ou CTRL + C.

Dentro do SQLCMD é importante saber que suas instruções sql só serão executadas quando você digitar um GO e confirmar com um ENTER. No exemplo abaixo eu mudei o contexto para a base de dados Northwind e logo depois executei uma consulta. Veja que ao fim de cada instrução eu adicionei um GO.

02sqlcmdNote que a cada GO a numeração das linhas recomeça.

Uma vez conectado, como já citado, você poderá executar qualquer instrução SQL desde selects, updates, até a criação de bancos e tabelas ou a execução de procedures do sistema que te auxiliem a monitorar seu SQL Server, como:

Ler log do SQL Server

sp_readerrorlog

go

Verificar conexões na instância:

sp_who

go

Etc…

Combinado a isto, é possível também executar comandos do DOS dentro do SQLCMD. Para listar o C:\ basta digitar

!!dir C:\

Se quiser dar uma limpada na tela, digite:

!!cls

Como você pode notar todos os comandos do prompt DOS são precedidos por dois pontos de exclamação (!!).

Ok…

Mas digamos agora que você tenha aí um script pronto e deseja executá-lo no SQLCMD, além disso deseja gravar o resultado da execução deste script num arquivo txt. Vamos exemplificar esta situação utilizando o script abaixo que será salvo na unidade c:\ num arquivo identificado como teste.sql.

USE northwind
SELECT
table_name nomeTabela,
column_name nomeColuna,
data_type tipoDaColuna,
isnull(character_set_name, ‘NoUnicode’) campoUnicode
FROM
information_schema.columns
WHERE
table_name = ‘Categories’

USE northwind

– lista todas as colunas da tabela Categories da base Northwind

SELECT

table_name nomeTabela,

column_name nomeColuna,

data_type tipoDaColuna,

isnull(character_set_name, ‘NoUnicode’) campoUnicode

FROM

information_schema.columns

WHERE

table_name = ‘Categories’

Veja como fica a linha dessa chamada utilizando o SQLCMD:

03sqlcmd

sqlcmd -E -S LOCALHOST\SQL05 -i”c:\teste.sql” -o”resultado.txt”

O parâmetro –i indica o arquivo de entrada (INPUT),  que contém o script que será executado. O parâmetro –o indica qual será o arquivo de saída (OUTPUT), que conterá o resultado da execução.

 

Como qualquer assunto no SQL Server, este é mais um que poderíamos discorrer por páginas e mais páginas… mas por enquanto ficamos por aqui. Creio que essa introdução é o suficiente pra entendemos o potencial desta ferramenta.

Para obter mais informações sobre os parâmetros do SQLCMD, no prompt do DOS digite sqlcmd -? Se esse help parecer um pouco confuso você poderá acessar este link e ter informações mais detalhadas.

 

É importante lembrar que o SQLCMD está disponível para o SQL Server 2005 e 2008. Para versões anteriores utilize o OSQL ou ISQL.

Bom trabalho, bons estudos!

 

Mendes

DBA Checklist – Segurança

Essa série de Check List para DBAs SQL Server foi escrita por Brad McGehee para o site http://www.simple-talk.com/ . É um texto sucinto, mas muito completo. Tomei a liberdade de adicionar algumas observações(em itálico) que normalmente apontam para outros conteúdos em português. O texto original pode ser lidoaqui.

Segurança

  • Garanta a segurança física de cada servidor SQL Server, evitando que usuários não autorizados acessem seus servidores fisicamente.
  • Em suas instâncias SQL Server instale somente bibliotecas e protocolos de rede que sejam realmente necessários.
  • Reduza a quantidade de sysadmins (administradores) que tenham permissão para acessar o SQL Server;
  • Como DBA trabalhe com privilégios sysadmin somente quando necessário. Crie contas diferentes para os DBAs acessarem o SQL Server quando privilégios de administrador não forem necessários.
  • Configure a conta SA com uma senha segura e jamais utilize esta conta para logar no SQL Server. Para acessar o SQL Server com direitos administrativos utilize uma conta com autenticação Windows.
  • Quando conceder permissões para usuários, dê o mínimo de permissão necessário para que ele possa realizar o trabalho.
  • Ao invés de permitir que usuários acessem os dados diretamente nas tabelas, utilize Store Procedures e/ou Views.
  • Sempre que possível utilize contas com autenticação Windows (windows authentication) no lugar de logins SQL Server.
  • Use senhas fortes em todas as contas com autenticação SQL Server.
  • Não conceda permissões para a role Public.
  • Remova logins que não precisam mais de acesso ao SQL Server.
  • Remova a conta guest de todos os bancos de dados.
  • Se não for necessário desabilite a propriedade Cross-Database Ownership.
  • Nunca dê permissão na procedure xp_cmdshell para usuários que não são administradores.
  • Evite criar compartilhamentos de rede no servidor SQL Server.
  • Ative a auditoria de login, para que você possa ver quem teve sucesso ou falha no momento de logar no SQL Server. No SQL Server 2008 você poderá utilizar o SQL Server Audit.
  • Não use a conta SA ou contas que são membros do grupo sysadmin como contas utilizadas por aplicações que acessam o SQL Server.
  • Garanta que o servidor SQL Server esteja protegido por um firewall e não esteja exposto diretamente na internet.
  • Retire o grupo BUILTIN/Administrators do SQL Server para prevenir que administradores do servidor tenham acesso ao SQL Server. Antes de fazer isso num SQL Server instalado sobre um cluster, verifique o Books Online.
  • Tenha uma conta de domínio diferente para cada serviço do SQL Server.
  • Conceda o mínimo necessário de direitos e permissões para as contas de domínio dos serviços SQL. Na maioria dos casos, direitos de administrador local ou administrador de domínio não são necessários. Fora poucas exceções a instalação do SQL Server configura automaticamente as permissões necessárias para as contas de serviços.
  • Ao rodar consultas distribuídas, utilize linked server ao invés de remote servers.
  • Não navegue na internet num servidor SQL Server.
  • Ao invés de instalar um anti-vírus/anti-spyware no servidor SQL Server, execute os scans a partir de uma maquina remota, em horários onde a atividade dos usuários é menor, fora do horário de produção.
  • Atualize service packs e hot-fix do sistema operacional e do SQL Server sempre que estes forem liberados e testados. Muitas vezes eles incluem melhorias na segurança.
  • Criptografe todos os backups do SQL Server. Se você tem o SQL Server 2008 Enterprise Edition poderá usar a criptografia nativa, se não for o caso, poderá utilizar ferramentas de terceiros, como o SQL Backup Pro.
  • Só habilite as auditorias C2 ou Common Criteria se isso for necessário.
  • O SQL Server 2008 vem com uma nova funcionalidade de auditoria chamada SQL Server Audit. Ela pode auditar praticamente qualquer atividade do usuário, mas mantenha um número baixo de atividades e objetos auditados para reduzir a sobrecarga no desempenho.
  • Considere executar o SQL Server Security Scanner nos seus servidores SQL Server para identificar falhas de segurança.
  • Considere adicionar um certificado em suas instâncias SQL Server e habilitar SSL ou IPsec para conexões com clientes.
  • Se estiver usando o SQL Server 2005/2008 habilite as opções de políticas de senha.
  • Se estiver utilizando o SQL Server 2008 Enterprise Edition, considere implementar criptografia dos dados (Transparent Data Encryption) para ajudar a proteger os dados armazenados em disco.

DBA Checklist – Instalação e Atualização

Essa série de Check List para DBAs SQL Server foi escrita por Brad McGehee para o site http://www.simple-talk.com/ . É um texto sucinto, mas muito completo. Tomei a liberdade de adicionar algumas observações(em itálico) que normalmente apontam para outros conteúdos em português. O texto original pode ser lidoaqui.

Instalação

  • Sempre documente todo o processo de instalação do SQL Server, para que numa situação de emergência o processo possa ser facilmente reproduzido.
  • Se possível, instale e configure todas as suas instâncias do SQL Server seguindo um padrão que foi acordado e aceito por sua organização. Opcionalmente, utilize o SQL Server 2008 Policy-based Management para fazer com que todas as normas sejam cumpridas.
  • Não instale serviços do SQL Server que não serão usados, como o Microsoft Reporting Services ou Analysis Services (se você não usá-los).
  • Para o melhor desempenho do SQL Server, desabilite todos os serviços do Windows que não são necessários.
  • Para o melhor desempenho do SQL Server, dedique seu servidor físico à sua instância SQL Server, não rode outras aplicações nele.
  • Para o melhor desempenho de I/O, coloque os arquivos .mdf e .ldf em volumes de discos separados para evitar conflitos de escrita e leitura.
  • Se a TEMPDB for muito utilizada, coloque esta base em discos separados. Além disso, faça uma estimativa para o tamanho desta base, de forma que não ocorra crescimento automático. Divida a TEMPDB em vários arquivos, de forma que o número de arquivos físicos represente 50% a 100% do número de núcleos da CPU do seu servidor. Cada arquivo físico deve ter o mesmo tamanho.
  • Não instale o SQL Server num controlador de domínio.
  • Nos arquivos de dados e logs não utilize compactação, nem EFS (criptografia em sistemas de arquivos NTFS) .

Atualizando

  • Para evitar problemas potenciais, execute o Upgrade Advisor em qualquer banco de dados que você pretende atualizar.
  • Antes de realizar uma atualização do SQL Server, teste seu aplicativo num ambiente de testes para garantir compatibilidade. Antes de realizar a atualização faça as alterações necessárias.
  • Antes de qualquer atualização, verifique se você tem um plano ‘B’ para o caso de uma falha.
  • O upgrade ‘in place’ pode funcionar bem, mas instalar o novo SQL Server num novo hardware é menos arriscado (side-by-side).
    • Para entender mais sobre as técnicas de upgrade no SQL Server, veja essa ótima apresentação de José Ricardo Ribeiro (download em português):
  • Depois do upgrade, você deverá atualizar todas as estatísticas dos seus bancos de dados, usando o UPDATE STATISTICS. Isso é necessário porque as estatísticas não são automaticamente atualizadas durante o processo de atualização. Além disso, executar o UPDATE STATISTICS pode corrigir a contagem interna das páginas.

DBA Checklist – Sobre a profissão e a rotina

Essa série de Check List para DBAs SQL Server foi escrita por Brad McGehee para o site http://www.simple-talk.com/ . É um texto sucinto, mas muito completo. Tomei a liberdade de adicionar algumas observações (em itálico) que normalmente apontam para outros conteúdos em português. O texto original pode ser lido aqui.

Dicas de boas práticas para tornar-se um DBA Excepcional

  • Junte-se a um grupo de usuários de SQL Server.
  • Participe pelo menos uma vez ao ano de uma conferência profissional.
  • Faça pelo menos um treinamento por ano.
  • Leia pelo menos quatro livros de SQL Server por ano.
  • Leia o e-book How to Become an Exceptional DBA.
    • Livro escrito pelo autor que dá diversas dicas de como torna-se um DBA Excepcional (download em inglês).
  • Saiba tudo o que puder sobre o seu trabalho, principalmente naquelas áreas que ninguém gosta ou quer dominar.
  • No seu trabalho, seja voluntário, envolva-se em novas tarefas e aceite desafios, isso fará com que você conheça mais sobre a organização da sua empresa.
  • Instale o SQL Server no computador da sua casa ou em seu notebook e pratique, aprendendo novas funcionalidades do SQL Server, principalmente no SQL Server 2008.
  • Participe de fóruns sobre SQL Server (fazendo e respondendo perguntas).

Dia-a-dia

  • Verifique os logs do Windows, do SQL Server e logs de segurança.
  • Verifique se todos os jobs foram executados com sucesso.
  • Veja se os backups foram executados com sucesso e se foram salvos em local seguro.
  • Monitore o espaço em disco para garantir que o SQL Server não fique sem espaço. Para um melhor desempenho, todos os discos devem ter pelo menos 20% de espaço livre.
  • Durante todo o dia, periodicamente, monitore o desempenho do seu servidor. Use o System Monitor, Profiler, DMVs, ou o SQL Server 2008 Performance Data Collector.
  • Use o Management Studio ou o Profiler para monitorar e identificar problemas de locks [bloqueios].
  • Mantenha um registro de todas as alterações feitas em seus servidores, incluindo uma documentação de todos os problemas de desempenho que você encontrar e corrigir.
  • Crie alertas no SQL Server para notificá-lo através de e-mail sobre problemas potenciais. Ao receber os e-mails tome as medidas necessárias.
  • Dedique um tempo do seu dia para aprender algo novo e promover seu desenvolvimento profissional.


Verificando a existência de objetos

Uma necessidade comum de muitos desenvolvedores é verificar a existência de objetos no banco de dados. Então vou fazer aqui uma rapidinha com exemplos bem básicos, pras situações mais comuns, vamos lá:

A tabela tb_Pedido existe no banco?

use [meuBanco]

GO

if exists

(select * from information_schema.tables where table_name = ‘tb_pedido’)

print ‘Tabela existe’

else

print ‘Tabela não existe’

 

Quais tabelas no banco possuem a coluna cod_cliente?

use [meuBanco]

GO

select table_name, data_type

from information_schema.columns

where column_name = ‘cod_cliente’

 

A coluna cod_cliente existe na tabela tb_Pedido? Se não existe, adicionar:

use [meuBanco]

GO

if exists

(select * from information_schema.columns

where table_name = ‘tb_pedido’ and column_name = ‘cod_cliente’)

 print ‘Coluna existe.’

else

alter table tb_pedido add cod_cliente int


Observe que nos três exemplos acima, utilizamos as seguintes views de metadados:

  • information_schema.tables – que apresenta diversas informações sobre as tabelas de um banco.
  • information_schema.columns – que apresenta informações sobre as colunas, das tabelas de um banco.

Ok, mas afinal o que são METADADOS?

A definição mais comum é: informação sobre os dados. Esta definição não é muito amigável, eu sei, mas o que você precisa saber é que todos os objetos que você cria no banco, como tabelas, procedures, índices, etc, tem suas informações armazenadas em tabelas de sistema do SQL Server e as views utilizadas neste post buscam esses dados nas tabelas de sistema.

Comentaremos mais sobre metadados em outro posts, mas se você deseja se aprofundar no assunto, dê uma estudada neste link.

Até +

Consultando objetos do banco

 

Durante o processo de desenvolvimento é comum realizar consultas a metadados, ou seja, consultas que retornam informações sobre o próprio banco; algo como a consulta abaixo,  que retorna todas as tabelas de um determinado banco, junto com o nome de suas colunas e o tipo de dados:

SELECT

t.name nome_tabela,

c.name nome_coluna,

ty.name tipo_dado

FROM

sysobjects t, syscolumns c, systypes ty

WHERE

t.id = c.id AND

t.type = ‘U’ AND

c.xtype = ty.type

 

Isto está errado?

Não.

No entanto não é uma boa prática realizar consultas diretamente nas tabelas de sistema. Além do esforço em entender a estrutura dessas informações e construir a query, existe a possibilidade de no futuro a Microsoft descontinuar ou alterar a estrutura de umas dessas tabelas. E aí? O que acontece com sua aplicação que estava buscando dados naquela estrutura?

Para evitar esse tipo de problemas, a partir da versão 7 do Microsoft SQL Server surgiram as Information Schema Views, um catálogo de views de metadados desenvolvidas de acordo com padrões ISO, onde a idéia é que os dados serão retornados, independente da versão do SQL Server, logo se houverem mudanças nas tabelas de sistema, sua aplicação não será afetada porque ela está buscando dados de uma view, além disso, a forma de consulta é muito simples. Veja:

Se você quer obter os mesmos dados da consulta acima utilizando uma dessas views, precisa somente disto:

SELECT

TABLE_NAME, COLUMN_NAME, DATA_TYPE

FROM

INFORMATION_SCHEMA.COLUMNS

 

Veja como é mais simples.

Quer consultar todas as tabelas de sua base que comecem com tb_pedido? Então tente isso:

SELECT

TABLE_NAME

FROM

INFORMATION_SCHEMA.TABLES

WHERE

TABLE_NAME like ‘tb_pedido%’

 

 

Se quiser consultar todas as procedures que iniciam com ‘listar%’ utilize:

SELECT

*

FROM

INFORMATION_SCHEMA.ROUTINES

WHERE

SPECIFIC_NAME like ‘listar%’ and ROUTINE_TYPE = ‘PROCEDURE’

 

Além destas existem outras views que podem te auxiliar na consulta a metadados. Veja uma  lista completa aqui.

Bom trabalho!

 

Erro na instalação do SQL 2008 (Parte I)

Ontem baixei a versão final do SQL Server 2008 e instalei aqui.

A versão é a Enterprise (Trial) e tive dois problemas durante a instalação.

Um foi bem curioso, antes de iniciar a instalação o instalador informou que não poderia prosseguir porque existiam ferramentas do SQL Server 2005 Express instaladas e que para continuar a instalação eu deveria removê-las. O detalhe é que eu nunca instalei nenhuma versão Express nessa estação(!).

“The SQL Server 2005 Express Tools are installed. To continue, remove the SQL Server 2005 Express Tools.”

Ok… numa pesquisa rápida no fórum da Technet encontrei outros caras que já tiveram o mesmo problema e fiquei surpreso ao saber que o problema era devido a uma ferramenta que instalei, a SQL Prompt da Red Gate (essa ferramenta adiciona Intellisense no Query Analyser e SSMS). Bom, removi a ferramenta e o processo continuou normalmente…

…até eu encontrar outro erro:

The Windows Installer service cannot update the system file C:\WINDOWS\system32\msxml6r.dll because the file is protected by Windows.  You may need to update your operating system for this program to work correctly.

Nas buscas pelo google e technet vi que o assunto está sempre relacionado ao Windows XP e o SP2… vou começar alguns testes hoje a tarde. Se alguém aí já viveu essa situação e tem uma sugestão de como resolver deixe sua contribuição :)

Editado: Solução para este problema neste post:

Tutorial: Instalando o SQL Server 2008 Express.

Comparando text / ntext

 

No SQL Server 2005 temos os novos campos do tipo VAR…(MAX) que vieram aliviar o trabalho de muita gente. Um dos problemas mais comuns na versão anterior (2000) é quando precisamos comparar dados de campos do tipo text ou ntext, aí nos deparamos com um erro do tipo:

Server: Msg 306, Level 16, State 1, Line 1

The text, ntext, and image data types cannot be compared or sorted, except when using IS NULL or LIKE operator.

Eu já vivi essa situação algumas vezes e deixo aqui a forma como tentei resolver (Se tiverem outras sugestões fiquem a vontade para expor, ok?).

(Não fiz testes de perfomance nessa solução, o foco está somente em comparar as colunas tipo text / ntext.)

Imagine que eu tenha duas tabelas:

CREATE TABLE #tb_msg_tela
(id INT IDENTITY(1,1), texto TEXT)

GO

CREATE TABLE #tb_msg_impressao
(id INT IDENTITY(1,1), texto TEXT)

Com os seguintes dados:

INSERT INTO #tb_msg_tela VALUES (NULL)
INSERT INTO #tb_msg_tela VALUES (‘Campo text’)
INSERT INTO #tb_msg_tela VALUES (‘Teste comparação‘)
INSERT INTO #tb_msg_tela VALUES (‘Se caísse para o exterior, para o limite do universo, encontraria uma perto e pôsteres que indicassem BECO SEM SAÍDA?’)

INSERT INTO #tb_msg_impressao VALUES (”)
INSERT INTO #tb_msg_impressao VALUES (‘Campo text’)
INSERT INTO #tb_msg_impressao VALUES (‘Teste comparacao‘)
INSERT INTO #tb_msg_impressao VALUES (‘Se caisse para o esterior, p/ o limite do universo, encontraria uma perto e pôsteres que indicassem BECO SEM SAÍDA?’)

Observe que existem diferenças em alguns textos (em vermelho).

Para realizar o relacionamento das duas tabelas e encontrar os campos diferentes não podemos simplesmente utilizar:

SELECT * FROM #tb_msg_tela a, #tb_msg_impressao b
WHERE a.id = b.id AND a.texto <> b.texto

Essa consulta retornará um erro porque estamos comparando os campos text utilizando o <>.

Então o primeiro passo é encontrar o maior texto nessa coluna, para isso podemos usar as funções DATALENGHT e MAX:

SELECT MAX(DATALENGTH(texto)) FROM #tb_msg_tela
SELECT MAX(DATALENGTH(texto)) FROM #tb_msg_impressao

O resultado será:

———–

658

———–

656

Então sabemos que o maior texto dessa coluna não ultrapassa 700 caracteres, logo, podemos utilizar esse número como apoio no próximo passo, onde utilizaremos a função SUBSTRING:

SELECT
                *
FROM  
                #tb_msg_tela a,
                #tb_msg_impressao b
WHERE
                a.id = b.id
                AND ISNULL(SUBSTRING(a.texto, 0, 700),”) <> ISNULL(SUBSTRING(b.texto, 0, 700),”)

 

A função ISNULL é importante pois sem ela os campos Nulos serão ignorados.

Veja que a consulta só ira retornar os campos com as diferenças.

É um processo simples, mas que pode dar dor de cabeça por conta das limitações do tipo de dados. Pra quem ta iniciando o desenvolvimento utilizando o SQL Server 2005 a recomendação é: substitua os datatypes ntext, text, image por nvarchar(Max), varchar(Max) e varbinary(Max). Além de outras vantagens, com os novos datatypes não existem as antigas diferenças entre varchar e text.

 

Webcasts Microsoft

Hoje apenas uma dica:

Algumas pessoas não conhecem, e outras já ouviram falar mas não usufruem, as vezes por falta de tempo, outras por dificuldades com idioma e etc… minha intenção é clarear um pouco esse assunto: Webcasts Microsoft.

Webcast é algo parecido com uma palestra ou uma vídeo-aula, ministrado por profissionais com grande conhecimento e experiência nos produtos Microsoft. Você pode assistir os webcasts em tempo-real (ao vivo) através da internet ou baixar o conteúdo para assistir depois (por demanda). Assistindo ao vivo você tem a opção de interagir com a turma e enviar perguntas/comentários para o palestrante, tudo isso em tempo real. Os assuntos são os mais diversos, sempre focados nas ferramentas da Microsoft.

Existem webcasts em inglês e português (no fim deste post estão os endereços) e os mesmos tratam de diversos assuntos… por exemplo, você sabia que existe uma versão compacta do SQL Server? Não estou falando da MSDE/Express, mas sim da SQL Server Compact… pois é, existe um webcast falando sobre isso, em português, com duração de 60 minutos, que você pode conferir agora clicando aqui.

Lembro que quando comecei a estudar informática (e isso não faz tanto tempo assim) livros eram escassos e muito caros e nas bibliotecas públicas você só encontrava livros antigos (isso não mudou muito, risos). Fico satisfeito ao ver que em menos de 10 anos esse cenário mudou completamente e a Internet deu às pessoas a democratização da informação de uma forma muito rica.

Abaixo os links:

http://msevents.microsoft.com/CUI/default.aspx?culture=pt-BR (Português)

http://msevents.microsoft.com/CUI/default.aspx?culture=en-us (Inglês)

Uma ótima semana!

Macro no Excel, coisas da rotina

 

É inevitável na rotina de um DBA ter que utilizar-se de ferramentas que auxiliem seu trabalho.

Ontem recebi uma planilha no seguinte formato:

SETOR SubSetor Regra Subregra Código Descrição
1 01.1       Bla bla bla
    01.11     Bla bla la
      01.11-3   Bla bla bla
        0111-3/01 Bla bla bla
        0111-3/02 Bla bla bla
        0111-3/03 Bla bla bla
        0111-3/99 Bla bla bla

Eu deveria importar esta planilha numa tabela de nosso banco. Dentro da tabela ela ficaria mais ou menos assim:

SETOR SubSetor Regra Subregra Código Descrição
1 01.1 NULL NULL NULL Bla bla bla
1 01.1 01.11 NULL NULL Bla bla bla
1 01.1 01.11 01.11-3 NULL Bla bla bla
1 01.1 01.11 01.11-3 0111-3/01 Bla bla bla
1 01.1 01.11 01.11-3 0111-3/02 Bla bla bla
1 01.1 01.11 01.11-3 0111-3/03 Bla bla bla
1 01.1 01.11 01.11-3 0111-3/99 Bla bla bla

Ok… existe uma hierarquia que visualmente fica melhor representada na primeira tabela, no entanto, dentro do banco os dados deveriam estar como exposto na segunda tabela, isso iria influenciar na chave primária e etc.

Enfim, vamos lá!

Mas faltou um detalhe… a tabela tinha algumas milhares de linhas. Como eu faria isso? CTRL C, CTRL V?? Quantas horas de um trabalho monótono copiando e colando, copiando e colando…

Bha!

Nessas horas eu adoro o Excel e suas macros. Para muitos pode parecer ridiculo mas me ajuda e talvez possa ajudar outras pessoas em situação parecida.

Ok… fiz um pequeno script que varria todas as linhas de uma determinada coluna da planilha, verificando se existiam células vazias. Se a célula está vazia, esta deve receber o conteúdo da célula anterior e assim por diante até o fim.

Muito simples e o trabalho todo, incluindo a importação no banco, não durou 1 hora. Então segue aí o script em VB, escrito dentro do próprio Excel:

Sub Copia_Celula_Anterior()

‘ Copia_Celula_Anterior() Macro
‘ Macro gravada em 1/7/2008 por silas.mendes

‘Declara váriavel de apoio do contador
Dim i As Integer

‘Inicializa váriavel com a primeira linha preenchida da planilha
‘ATENÇÃO: Esta informação sera copiada para outra(s) célula(s), caso
‘esteja(m) vazia(s).

i = 8

‘Varre todas a linhas da coluna até a linha 2371
Do While i < 2371
‘Verifica se a célula atual está vazia
If Range(“E” & i).Value = “” Then
‘Se a célula está vazia, seleciona a última célula
Range(“E” & i – 1).Select
‘Copia os dados da célula selecionada
Selection.Copy
‘Volta a selecionar a célula vazia (atual no loop)
Range(“E” & i).Select
‘Cola o conteúdo na célula vazia
ActiveSheet.Paste
End If
‘Incrementa contador do Loop
i = i + 1

Loop

End Sub

 

É, isso também faz parte da rotina de um DBA :))